“Octilhões”: Pastores alvos de operação prometiam rentabilidade estratosférica às vítimas

Com uma habilidade persuasiva e um forte alcance nas redes sociais, o pastor Osório José Lopes Júnior enganava fiéis, levando-os a investir suas economias em operações financeiras fraudulentas e projetos fictícios de ações humanitárias.
Ele fazia promessas de retorno financeiro imediato e lucros extraordinários, muitas vezes invocando a teoria conspiratória conhecida como “Nesara Gesara”. Por exemplo, os estelionatários afirmavam que um depósito de apenas R$ 25 poderia resultar em um retorno de R$ 1 octilhão (1 seguido de 27 zeros: R$ 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000).
A investigação revela que os suspeitos faziam parte de uma rede criminosa altamente organizada, com uma estrutura bem definida e divisão de responsabilidades. Eles eram especializados em uma série de crimes, incluindo falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes através das redes sociais.
O grupo é investigado por usar o nome do ex-ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, para aplicar golpes milionários em fiéis das igrejas, bem como em lives na internet. Estima-se que os criminoso fizeram mais de 50 mil vítimas.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) conduziu a Operação Falso Profeta nesta quarta-feira (20), com o objetivo de cumprir dois mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão. Além de Lopes Júnior e outros pastores ligados a ele, os investigadores cumprem mandados contra ex-candidatos a deputados federais e ex-candidatos a prefeitos.