Omeprazol: mito ou risco real para o cérebro?

A suspeita de que o omeprazol pudesse causar demência ou Alzheimer foi descartada por estudos recentes revisados por especialistas. Pesquisas iniciais, como uma alemã publicada em 2014, haviam apontado possível associação entre o uso prolongado de inibidores de bomba de prótons e maior incidência de demência. No entanto, trabalhos posteriores, como o finlandês de 2017 na revista Neurology, não confirmaram essa ligação.
Segundo neurologistas e gastroenterologistas, o uso contínuo e sem acompanhamento médico do omeprazol pode gerar outros riscos, como deficiência de vitamina B12, ferro e magnésio, o que afeta o metabolismo cerebral de forma indireta. Essa deficiência pode causar sintomas como fadiga, lapsos de memória e dificuldade de concentração, mas não significa que o medicamento provoque dano neurológico direto.
Especialistas reforçam que o omeprazol deve ser usado por tempo determinado e com reavaliação médica periódica. O uso prolongado está relacionado a alterações gastrointestinais e à redução de nutrientes, mas não há evidência científica de que cause Alzheimer. A orientação é clara: usar a menor dose possível, pelo tempo necessário, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional.
