Onda de demissões no SBT atinge Moacyr Franco e desperta a pergunta: é o fim da TV?

Moacyr Franco foi demitido do SBT, depois de décadas na emissora, entre idas e vindas. Essas demissões revelam o agravamento da crise econômica e também do veículo — televisão –, que já não fatura mais tanto quanto no passado. O público tem migrado para a internet. É claro que a onda de cortes tem um componente pessoal, próprio da personalidade de Silvio Santos, que, de quando em quando, muda tudo na emissora para, alguns anos depois, voltar a ser tudo como era. Mas não é só isso desta vez. Assim como Sílvio Santos, a TV se tornou símbolo de uma era que acabou.
Não deixa de ser triste. Veja o que disse o humorista Carlos Alberto de Nóbrega, segundo registro no site Terra:
“Quando soube que ele seria cortado, foi um choque. Eu disse à direção da casa que não conseguiria dar a notícia, porque iria começar a chorar na hora. Ele é um dos artistas mais injustiçados no nosso País. Ele é um gênio, tem uma versatilidade como poucos. É um ótimo ator, humorista, escreve muito bem, é um poeta, canta muito bem… Era um absurdo ele ter somente 5 minutos de participação na Praça. Mas a empresa não é minha, e a decisão também não foi minha. Estou muito triste. Ainda não tive coragem de falar com ele.”
Além de Moacyr Franco, outro humorista que deixa a casa é Paulo Pioli, que interpretava o personagem Caipira, dono do bordão “Êta fuminho bão”. Ele estava no programa havia mais de dez anos, e tem uma reunião marcada na tarde desta terça-feira, 21, para assinar a sua rescisão.
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