ONGs estrangeiras e brasileiras criticam postura de embaixadora do Brasil na ONU
Do Estadão
Entidades brasileiras e estrangeiras criticaram o discurso da embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, acusando-a de descrever um “outro país” e de “não reconhecer” os problemas enfrentados pelo País.
Nesta semana, o Brasil concluiu a sabatina de sua política de direitos humanos na ONU, depois de ser questionado e cobrado sobre questões como violência policial, proteção de minorias, racismo e cortes de investimentos no setor de saúde e educação.
Ao tomar a palavra na ONU diante dos demais governos, a embaixadora brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo optou por insistir que o Brasil está comprometido em fazer avançar os direitos humanos no País e garantiu que orçamentos para o setor social será “mantido ou expandido”, mesmo com os ajustes fiscais. Na avaliação da diplomata, o Brasil entra um “ciclo virtuoso”. Ela, porém, admitiu que as tarefas que existiam ainda no campo de direitos humanos eram enormes.
Ao tomar a palavra na ONU diante dos demais governos, a embaixadora brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo optou por insistir que o Brasil está comprometido em fazer avançar os direitos humanos no País e garantiu que orçamentos para o setor social será “mantido ou expandido”, mesmo com os ajustes fiscais. Na avaliação da diplomata, o Brasil entra um “ciclo virtuoso”. Ela, porém, admitiu que as tarefas que existiam ainda no campo de direitos humanos eram enormes.
Num comunicado conjunto, quinze entidades se reuniram para questionar a postura do governo e o discurso da embaixadora. “As organizações manifestam profundo desacordo com a intervenção do Estado brasileiro na sessão do Conselho por não corresponder à realidade”, disseram as entidades, entre elas a Anistia Internacional, Conectas, grupos indígenas e iniciativas no setor da educação.
“O governo se recusa a reconhecer o cenário de graves violações de direitos humanos no Brasil e os inúmeros desafios para o futuro. Para a missão brasileira na ONU todos os retrocessos em direitos trabalhistas, as reduções nos gastos sociais e o ajuste fiscal não comprometem as políticas para a realização dos direitos humanos no Brasil”, insistem.
