Operação que prendeu Orlando Diniz chama-se “Jabuti” por causa de funcionários fantasma de Cabral
Reportagem de Chico Otavio e Daniel Biasetto no Globo.
Com a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral, o presidente afastado da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), Orlando Diniz, desviou, segundo a investigação, ao menos R$ 3 milhões de duas entidades do Sistema “S”, o Sesc e o Senac-RJ, para a Thunder Assessoria Empresarial, firma na qual figura como sócio-administrador. Esta conexão, apontada pela força-tarefa da Operação Calicute, versão da Lava-Jato no Rio, é um dos fundamentos da prisão preventiva de Diniz nesta sexta-feira, ordenada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Os agentes prenderam Diniz na casa do pai do empresário, no Leblon, zona sul do Rio. Eles tiveram dificuldades para entrar no prédio, que não tinha porteiro e demoraram para subir até encontrarem a chave. Eles também fizeram busca e apreensão na sede da Fecomércio.
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A operação de hoje foi denominada “Jabuti”, em referência à maneira como eram tratados os indicados por Cabral pelos funcionários da Fecomércio.
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