Órbita da Terra pode enfrentar catástrofe com excesso de satélites; entenda

A órbita da Terra pode viver uma catástrofe com o lançamento massivo de satélites, alertam pesquisadores após a SpaceX pedir autorização para colocar até um milhão de equipamentos em baixa órbita para alimentar centros de dados no espaço. Atualmente, há cerca de 14 mil satélites ativos, mas mais de 1,23 milhão de projetos estão em desenvolvimento, o que pode alterar de forma permanente o céu noturno, aumentar a poluição luminosa e comprometer observações astronômicas e tradições culturais ligadas ao uso do céu.
O crescimento das megaconstelações também eleva riscos operacionais e ambientais. Especialistas apontam falta de um sistema global de controle de tráfego espacial e perigo da síndrome de Kessler — reação em cadeia de colisões que pode tornar regiões da órbita inutilizáveis. Já existem cerca de 50 mil detritos com mais de 10 centímetros, e estimativas indicam possibilidade de uma grande colisão a cada 3,8 dias se não houver manobras preventivas. Além disso, lançamentos consomem combustíveis fósseis, e a queima de satélites na atmosfera pode afetar a camada de ozônio.
Pesquisadores defendem novas regras internacionais, incluindo uma Avaliação de Impacto do Céu Escuro para medir efeitos científicos, ambientais e culturais antes da aprovação de projetos. Segundo eles, sem mudanças regulatórias, as futuras gerações poderão crescer sob um céu permanentemente degradado, com satélites visíveis a olho nu se tornando parte do cenário cotidiano.
