Polícia conclui 2º inquérito e indicia organizadora por morte em salto de rope jump

A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (01) o segundo inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). Ao fim da investigação, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, apontada como integrante da organização do evento, foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual.
A polícia pediu à Justiça a conversão da prisão temporária de Evelyne, realizada em 20 de junho, em prisão preventiva. No relatório, os investigadores afirmam que ela participava da logística, da administração de participantes, da divulgação da atividade e da manutenção da estrutura operacional. “Os elementos colhidos demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade”, diz trecho do inquérito.
Maria Eduarda morreu em 13 de junho após ser arremessada da ponte sem cordas de segurança. O rope jump usa cordas estáticas e, depois da queda, produz um movimento de balanço, diferente do bungee jump, em que a corda elástica faz a pessoa quicar. A investigação ainda apura o paradeiro da câmera que a vítima usava no momento do salto.
A polícia também pediu a revogação das prisões de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, presos desde 20 de junho, e aguarda decisão judicial. As defesas afirmam que eles não tiveram envolvimento com o desaparecimento da câmera. O primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, tratou da prisão de três instrutores que aparecem em vídeo lançando Maria Eduarda da ponte: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, que seguem presos preventivamente.
