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Os efeitos da cafeína no corpo e no cérebro

Imagem ilustrativa

A cafeína age no cérebro principalmente ao bloquear receptores de adenosina, substância que se acumula ao longo do dia e contribui para a sensação de cansaço e sono. Com isso, ela aumenta temporariamente o estado de alerta, reduz a sonolência e pode tornar tarefas monótonas mais suportáveis. Os efeitos costumam começar entre 15 e 30 minutos após o consumo, atingem pico entre 30 e 60 minutos e podem permanecer por algumas horas, já que a meia-vida da substância costuma variar de três a seis horas.

Entre os efeitos mais consistentes estão a melhora da atenção, especialmente em pessoas cansadas ou com privação de sono, e o possível ganho em desempenho físico, sobretudo em resistência e percepção de esforço. A cafeína também pode alterar o humor ao favorecer a circulação de dopamina e glutamina no cérebro, mas doses elevadas podem aumentar irritação e ansiedade em pessoas sensíveis. Estudos observacionais associam o consumo habitual de café a menor risco de depressão, doenças cardiovasculares, diabetes e morte por diferentes causas, embora pesquisas com descafeinado indiquem que outros compostos do café também podem participar desses resultados.

O consumo moderado costuma ser bem tolerado pela maioria dos adultos, mas mais café não significa necessariamente mais benefícios. A orientação citada é de até quatro ou cinco xícaras por dia, cerca de 400 ml, com variações conforme sensibilidade individual, genética, peso, metabolismo e hábito de consumo. Doses altas podem causar palpitações, elevação temporária da pressão arterial, tremores, ansiedade e insônia; pessoas com hipertensão, epilepsia, deficiência de ferro, refluxo, gastrite, colite ou doença de Crohn devem observar a própria resposta e buscar orientação profissional.