Os ex-funcionários de Faustão que processaram a Globo por humilhações

Renato Moreira de Lima, produtor que venceu uma ação contra a Globo no valor de R$ 220 mil, não foi o único ex-funcionário de Faustão a processar a emissora. Em 1995, o operador de câmera Ivalino Raimundo, conhecido como Gaúcho, também foi à Justiça contra a emissora e o apresentador, alegando que sua imagem era explorada no “Domingão do Faustão”, onde se tornou alvo de piadas por ser sério. O canal teve que pagar R$ 1 milhão por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2004.
Outro caso foi o de Renato Larangeira, o “Renatão”, que processou a Globo por ser obrigado a trabalhar usando roupas vexatórias, como fantasias de “gatinha” e “leão marinho”. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerou que ele não se sentia ofendido por aparecer fantasiado, mas determinou que recebesse R$ 55 mil por questões relacionadas a vínculo empregatício e horas extras.
Em 2019, um ex-diretor de palco, Renato Cardoso, o “Renatinho”, processou a Globo alegando que Faustão havia prejudicado seu casamento com provocações ao vivo, chamando-o de “mulherengo” e dizendo que havia sido noivo oito vezes. As declarações, segundo ele, causaram brigas com sua esposa, resultando no fim do relacionamento.
Testemunhas disseram que o apresentador falava coisas do tipo a todos e a Justiça negou a acusação de dano moral, mas a Globo foi condenada a pagar R$ 800 mil por descumprir cláusulas contratuais, como acúmulo de funções e horas extras.
