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Os músculos têm memória? Como a ciência explica a lembrança de movimentos

Mulher andando de bicicleta. Foto: reprodução

Existem diversas atividades que o corpo executa sem que a gente precise pensar, como andar, piscar ou digitar. A neurociência chama isso de memória motora, popularmente conhecida como “memória muscular”. Quando aprendemos uma atividade, criamos conexões sinápticas no cérebro. Com a repetição, construímos mais sinapses que reforçam o registro, um exemplo de neuroplasticidade.

Apesar do nome, a memória muscular não ocorre nos músculos, e sim no cérebro. É por isso que pacientes com Alzheimer que eram instrumentistas muitas vezes não lembram da família, mas conseguem tocar seus instrumentos. Uma pesquisa de 2013 mostrou que pessoas que treinaram um movimento incomum por dois meses conseguiram executá-lo com desempenho semelhante oito anos depois.

O termo “memória muscular” também é usado no mundo dos treinos para descrever um fenômeno diferente: durante a hipertrofia, as fibras musculares ganham núcleos extras que facilitam o crescimento. Isso explica por que é mais fácil recuperar massa muscular em músculos que já foram trabalhados no passado, mesmo após longo período de pausa.