Ossos se comunicam com o corpo e influenciam a saúde; entenda

Os ossos não funcionam apenas como uma estrutura rígida de sustentação do corpo. Eles formam tecidos vivos, em constante renovação, que respondem à atividade física, aos hormônios e às necessidades do organismo. Só nos Estados Unidos, médicos tratam mais de 6 milhões de fraturas ósseas por ano, enquanto os processos que mantêm o esqueleto resistente ocorrem ao longo de toda a vida.
A remodelação óssea envolve diferentes tipos de células. Os osteoclastos removem partes antigas ou danificadas do osso, os osteoblastos constroem tecido novo, e os osteócitos detectam tensões mecânicas e ajudam a coordenar a resposta do esqueleto. Esse equilíbrio permite que os ossos mantenham resistência, armazenem minerais e se adaptem ao uso cotidiano.
A formação e a reabsorção óssea mudam com a idade. Na infância e na adolescência, o corpo forma osso em ritmo maior do que reabsorve; no início da vida adulta, a maioria das pessoas atinge o pico de massa óssea. Depois, a reabsorção tende a superar a formação, especialmente com o envelhecimento e alterações hormonais. Na menopausa, a queda na produção de estrogênio reduz a densidade óssea e aumenta o risco de osteoporose e fraturas.
O esqueleto também participa de funções ligadas ao restante do corpo. Os ossos armazenam cálcio e fosfato, minerais essenciais para sinais nervosos e contração muscular, e muitos deles abrigam a medula óssea, que produz glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Pesquisas ainda associam moléculas derivadas dos ossos, como a osteocalcina, ao metabolismo energético. Exercícios com carga, cálcio, vitamina D e hábitos saudáveis ajudam a preservar essa estrutura viva, enquanto sedentarismo, tabagismo, excesso de álcool e alguns medicamentos podem prejudicar a saúde óssea.
