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“Ouro de tolo”: o mineral que confundiu garimpeiros por séculos

Pirita, o mineral conhecido como “ouro de tolo”. Foto: Pxhere

A pirita, conhecida como “ouro de tolo”, por séculos confundiu garimpeiros devido ao seu brilho metálico e coloração semelhante ao ouro. Diferente do mineral verdadeiro, que é maleável e valioso, ela é um dissulfeto de ferro, duro e quebradiço, sem valor comercial relevante. Ainda assim, teve uso histórico na produção de faíscas para acender fogo.

As diferenças entre os dois materiais são claras para a ciência. Enquanto o ouro é um elemento nobre, a pirita pode riscar o vidro e exala cheiro de enxofre quando aquecida. Esse princípio também aparece na análise de rochas vulcânicas.

Durante a subida do magma do manto terrestre até a crosta, sua composição sofre alterações ao interagir com outros materiais, processo conhecido como “ruído crustal”. Isso dificulta a identificação das características originais do interior da Terra.

Para contornar esse problema, pesquisadores têm analisado microestruturas de cristais com técnicas como a espectrometria de massa de íons secundários. Estudos no Arco de Sunda, na Indonésia, mostraram que a análise de isótopos de oxigênio em minerais permite identificar a origem do magma e distinguir entre material do manto e contaminações da crosta.