Apoie o DCM

Coma, mas com limites: o papel do ovo no emagrecimento

Ovos em diversas versões. Foto: reprodução

O ovo pode entrar na rotina de quem quer comer melhor e até perder peso, mas a quantidade ideal depende do perfil de saúde. O colesterol da gema deixou de ser tratado como o grande vilão do coração: estudos indicam impacto limitado no aumento do LDL, o chamado “colesterol ruim”, enquanto a gordura saturada tende a pesar mais nesse resultado. Um ovo médio, com cerca de 60 g, tem aproximadamente 7 g de proteína, aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais.

Para pessoas saudáveis, uma referência comum é consumir até um ovo por dia. Entidades médicas brasileiras e internacionais recomendam limitar o colesterol alimentar a menos de 300 mg por dia, o que costuma equivaler a até sete ovos por semana. Quem já tem LDL alto tende a precisar reduzir o consumo para algo entre três e cinco ovos semanais, com ajuste individual conforme orientação profissional.

O ovo pode ajudar no emagrecimento por aumentar a saciedade, não por ter efeito mágico. A perda de peso depende de déficit calórico, e o alimento pode contribuir quando substitui opções mais calóricas ou ricas em gordura saturada, como algumas porções de carne vermelha. O modo de preparo também muda o impacto no prato: versões cozidas, pochê ou feitas em frigideira antiaderente, com pouca gordura, são preferíveis a frituras por imersão e combinações com ultraprocessados.