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Ozempic: entenda como o remédio age no corpo e por que virou febre mundial

Aplicação da caneta de Ozempic por usuária. Foto: Reprodução

O Ozempic, desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, impulsionou os lucros da empresa em 2025, com alta de 22% no primeiro semestre e R$ 46,4 bilhões em ganhos. Criado originalmente para tratar o diabetes tipo 2, o medicamento se popularizou por seu uso “off-label” como auxiliar no emagrecimento, graças ao princípio ativo semaglutida, que reduz o apetite. Outro produto da empresa, o Wegovy, tem a mesma base química, mas é indicado oficialmente para a perda de peso.

Esses fármacos pertencem à classe dos agonistas do GLP-1, que imitam a ação de um hormônio natural do corpo responsável por regular o apetite e o metabolismo da glicose. O remédio estimula a produção de insulina, inibe a liberação de glucagon e retarda o esvaziamento do estômago, o que aumenta a saciedade. Segundo a Anvisa, que passou a exigir receita retida para sua venda desde 23 de junho, o uso descontrolado representa risco à saúde pública.

Especialistas destacam que o Ozempic é eficaz para o tratamento de diabetes e obesidade grave, mas não deve ser usado apenas para eliminar alguns quilos. Patrick R. Sweeney, professor da Universidade de Illinois, explica que “existem outras estratégias, como dieta e exercícios, que ainda devem ser as primeiras opções”. O uso deve ser sempre acompanhado por um médico, pois a interrupção do tratamento pode levar à recuperação do peso perdido.