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Paciente com câncer morre após esperar nove meses por decisão sobre remédio

Eduardo da Silva durante tratamento contra linfoma
Eduardo da Silva e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Foto: Reprodução

Eduardo da Silva, de 62 anos, morreu na última quarta-feira (22) após esperar quase nove meses por uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) sobre o fornecimento de Epcoritamabe, medicamento estimado em R$ 1,1 milhão por ano. Morador de Santos, no litoral de São Paulo, ele tratava desde 2023 um linfoma folicular não Hodgkin.

Eduardo recebeu atendimento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), onde ficou internado do fim de maio até meados de junho. Ele morreu em decorrência de complicações da doença. A defesa afirmou que o paciente buscava o remédio após esgotar as terapias disponíveis pelo SUS, com apoio da Associação Brasileira de Câncer no Sangue (Abrale).

Em novembro de 2025, a Justiça negou o pedido em primeira instância, apesar de dois pareceres favoráveis do Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário, que apontaram risco de morte. A defesa recorreu em dezembro e reiterou a urgência em março, mas o TRF marcou o julgamento para esta quinta-feira (30). O tribunal declarou que o processo seguiu para análise do mérito sem apreciação antecipada do pedido liminar.