Padrasto dava instruções para mãe por WhatsApp para tortura de bebê; entenda

Mensagens interceptadas pela Polícia Civil apontam que Thiago Willians Gutian Leal orientava Ana Julia de Carvalho Neves a torturar o filho dela, de 1 ano, em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Em uma das conversas, Leal teria instruído a companheira a afogar o menino em uma bacia com água quente, em intervalos de cinco minutos.
A Justiça decretou a prisão temporária do casal, cumprida na segunda-feira (31) por agentes da Delegacia Central da cidade. Eles respondem sob suspeita de tortura e tentativa de homicídio. A investigação começou em junho, quando a criança chegou ao hospital com traumatismo craniano; mãe e padrasto alegaram que ela havia caído da cama, mas exames identificaram outras lesões pelo corpo. O menino permaneceu um mês internado na UTI.
As conversas também indicam suspeitas de administração de sedativos, obrigação de caminhar até a exaustão, sufocamento durante o choro e agressões com colher de madeira. Em buscas, policiais apreenderam medicamentos controlados, uma máquina de choque, uma arma falsa, algema, celulares e uma bacia plástica. O delegado Fabiano Antunes de Almeida afirmou que a apuração continua para individualizar as condutas dos investigados. A defesa não foi localizada.
