Padre excomungado ataca cúpula da Igreja e acusa arquidiocese de tolerar “rituais de macumba”

O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, excomungado pela Igreja Católica após se filiar à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), publicou nesta quinta-feira (16) uma carta aberta aos católicos de Brasília na qual critica o alto clero brasileiro. No texto, ele afirma que recebeu advertência por recriminar “rituais de macumba” em igrejas católicas da Arquidiocese de Brasília e cita casos de abusos sexuais envolvendo sacerdotes.
A Arquidiocese de Brasília afirmou que mantém como posicionamento oficial a nota pastoral publicada no dia 11 sobre a capela ligada ao sacerdote e sua adesão à Fraternidade. O documento diz que, após ordenações episcopais feitas em 1º de julho por integrantes da FSSPX sem autorização do papa, o Vaticano publicou em 2 de julho um decreto de cisma e excomunhão contra os envolvidos. Como Françoá se declarou aderente ao grupo em 5 de abril de 2025, a arquidiocese considera que ele está em situação de cisma e excomunhão, com atos ministeriais ilícitos; confissões e matrimônios celebrados por ele também são considerados nulos.
Françoá contesta a validade da excomunhão e continua a celebrar missas. Na carta de oito páginas, ele diz que, em 22 anos de sacerdócio, enfrentou bispos, padres e leigos para defender a fé católica, relembra ter denunciado em setembro de 2022 eventos que chamou de macumba em templos católicos de Sobradinho e na Catedral de Brasília e afirma que retirou um vídeo do ar após determinação da arquidiocese. O sacerdote também reafirma oposição a mudanças da Igreja: “Não podemos aceitar os erros do Concílio Vaticano II, entre eles, a liberdade religiosa, o ecumenismo, o humanismo horizontal, a reforma da Missa, a colegial-sinodalidade.”
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