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Padre exorcista revela se rituais de filme de terror são reais

Padre Kleber Tostes Pedro
Padre Kleber Tostes Pedro, nomeado exorcista pela Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto – Foto: Tiago Aureliano/EPTV

A Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto nomeou o padre Kleber Tostes Pedro como primeiro exorcista da região, responsável por atender casos em mais de 20 municípios do interior de São Paulo. Segundo ele, o rito segue regras definidas pela Igreja Católica e é usado apenas depois de um processo de acompanhamento. “Ele [o filme] tem que fazer algo grandioso, algo que chame a atenção. Então, pega elementos que podem acontecer dentro do rito e dá um volume muito maior. Mas, dentro do rito do exorcismo, normalmente as coisas são muito mais tranquilas, mais controláveis do que a gente vê em filmes”, afirmou.

O sacerdote explica que o exorcismo é um rito sacramental e inclui orações, proclamação da palavra, uso da cruz e água benta. “É diferente dos sacramentos celebrados, como, por exemplo, batismo, casamento. Ele tem um rito próprio para ser seguido com vários elementos, desde as orações, proclamação da palavra, o uso da cruz, o uso da água benta, mas tudo isso de uma maneira muito ordenada e muito tranquila”, disse. A Igreja determina que apenas sacerdotes com autorização expressa do bispo ou arcebispo possam realizar o rito.

Antes de qualquer exorcismo, a Igreja orienta que sejam investigadas possíveis causas médicas ou psiquiátricas, com participação de profissionais de saúde. “É feito com muita leveza, mas, ao mesmo tempo, com muito critério. Não são coisas feitas de imediato. A pessoa não vai chegar aqui e já vai ser colocada para receber o rito do exorcismo. Não.” Kleber afirma já ter presenciado casos que considera possessão, mas diz que são raros. “Já presenciei, mas isso é muito, muito raro, então falo isso até para tranquilizar as pessoas e também para ninguém fazer associação.”