1° padre exorcista brasileiro diz que só até 10% dos casos chegam ao ritual

O padre Daniel D’Agnoluzzo Zatti, nomeado em julho para o Ministério do Exorcismo da Diocese de Caxias do Sul, tornou-se o primeiro exorcista da Serra Gaúcha. Ele já recebe pessoas em busca de atendimento, mas afirma que a maior parte das situações envolve questões emocionais e de saúde mental, e não fenômenos sobrenaturais.
Antes de considerar qualquer ritual, o ministério investiga cada caso com uma equipe formada por psicólogos e psiquiatras. “Não é como o dos filmes. O ritual só acontece depois de um processo minucioso de discernimento que envolve profissionais da saúde mental, da área médica. Temos uma equipe que avalia em cada caso, acompanha desde o início”, disse o padre.
Segundo Zatti, entre 5% e 10% das pessoas que procuram o serviço chegam à etapa do exorcismo. O rito segue o protocolo publicado pelo Vaticano em 1998, que prevê sinais como falar idiomas desconhecidos, demonstrar força incompatível com a condição física e aversão a símbolos sagrados, mas o padre ressalta que não há uma fórmula objetiva para definir cada situação.
Ver essa foto no Instagram
