“Pagou, passou”: PF aponta esquema de fraude em concursos públicos com propina e gabarito

A Polícia Federal apontou um esquema de fraudes em concursos públicos com uso de propina, ponto eletrônico, fotos de provas e acesso antecipado a respostas. Segundo a investigação, o esquema “Pagou, passou” atuava em seleções de diferentes órgãos e cobrava valores que podiam chegar a R$ 500 mil, a depender do cargo disputado.
A investigação começou após uma denúncia anônima e avançou sobre aprovações no Concurso Nacional Unificado de 2024, incluindo candidatos ao cargo de auditor fiscal do trabalho. De acordo com a PF, mensagens e áudios apreendidos tratavam de suborno de vigilantes, desligamento de câmeras e até uso de um “boneco”, pessoa paga para fazer a prova no lugar do candidato.
Entre os nomes citados na investigação está o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, alvo de busca e apreensão. A PF também apontou a atuação de outros investigados, entre eles Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”, e Thyago José de Andrade, apontado como articulador do esquema. As defesas de investigados citados negam as acusações ou afirmam que ainda não houve denúncia formal.
