Pai de Henry Borel se emociona e detalha sofrimento do filho: “Brutalmente assassinado’

O vereador carioca Leniel Borel prestou depoimento nesta sexta-feira (29) no julgamento sobre a morte do filho, Henry Borel, de 4 anos, e afirmou acreditar que houve crime premeditado, inclusive pela mãe, a professora Monique Medeiros. “O comportamento da Monique naquele final de semana é muito estranho”, declarou. Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, respondem por homicídio duplamente qualificado. Leniel foi ouvido como testemunha e descreveu detalhadamente o que aconteceu no final de semana da morte da criança, em março de 2021, além de reconstituir o relacionamento com Monique até outubro de 2020. “Tiraram qualquer possibilidade do Henry conseguir sobreviver. Meu filho foi brutalmente assassinado”, lamentou.
No dia da morte, Henry foi entregue a Monique pelo pai após o final de semana juntos. Leniel relatou que o menino demonstrou ansiedade e chegou a ter ânsia de vômito ao perceber que teria que dormir no apartamento da mãe. A juíza Elizabeth Machado Louro questionou por que ele entregou a criança mesmo depois de sinais de mal-estar. Leniel explicou que não quis descumprir o acordado para não correr risco de perder a guarda compartilhada. “Eu tomava muito cuidado para não falarem que eu estava manipulando”, disse. A equipe médica recusou-se a emitir atestado de óbito e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML). “Eu vi meu filho cheio de marcas, cheio de hematomas no corpo. Aquela criança não era mais o meu filho. Ele já estava com a boca diminuta, travada. As lesões eram visíveis. Lesões de defesa”, relembrou.
O vereador relatou que Jairinho teria dito logo após o encerramento das tentativas de reanimação: “Vida que segue, vamos virar essa página, vocês fazem outro filho”. O laudo da necropsia apontou que Henry morreu devido a laceração no fígado que provocou hemorragia interna, causada por “ação contundente”. Leniel também criticou a postura de Monique no velório, afirmando que ela chegou “produzida” e pediu para o caixão permanecer fechado. “Queriam que não tivessem nem velório”, disse.
