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Como bebê declarado morto voltou a respirar quase cinco horas depois, segundo especialistas

Médicos durante reportagem sobre o caso do bebê Noah
Bebê Noah. Foto: Reprodução

Os pais do bebê Noah relataram a emoção de descobrir que o filho estava vivo depois de quase cinco horas de luto. O caso, exibido pelo “Fantástico” no domingo (26), ocorreu após o bebê ser declarado morto na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo, e depois apresentar sinais vitais enquanto funcionários de uma funerária preparavam o corpo para o sepultamento.

Noah nasceu com uma grave malformação congênita e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias pouco depois do parto. Segundo o hospital, a equipe realizou mais de 40 minutos de manobras de reanimação e declarou o óbito após esgotar os procedimentos e constatar clinicamente a morte. Depois que a funerária identificou sinais vitais, o bebê voltou imediatamente para atendimento médico e foi transferido para uma UTI.

Especialistas ouvidos pela reportagem citaram a síndrome de Lázaro, nome dado ao retorno espontâneo da circulação após a interrupção das tentativas de reanimação, como uma hipótese discutida na literatura médica. O gerente médico do Hospital Infantil Sabará, Nelson Rorigoshi, afirmou que a situação é extremamente rara e que o caso de Noah foge do padrão porque o retorno costuma ocorrer em minutos, não em horas. A Santa Casa investiga o episódio, e a comissão de ética da instituição também analisa o caso; dois dias depois, Noah foi transferido para o Hospital das Clínicas de Bauru, onde segue internado e em acompanhamento médico.