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Afinal, o pão francês nasceu no Brasil ou na França? Entenda a origem

Pão Francês – Foto: Reprodução

O pão francês, celebrado no Dia do Pão Francês em 21 de março, carrega um nome enganoso: o pãozinho mais associado às padarias brasileiras não existe na França como tal. A depender da região, ele vira cacetinho no Rio Grande do Sul e na Bahia, carioquinha no Ceará, careca no Pará, além de pão de sal, filão, pão jacó e outros nomes locais. Com informações de UOL.

A origem remonta ao Rio de Janeiro no período colonial, quando d. João 6º e a corte portuguesa incentivaram a importação de farinha branca. Antes disso, os pães feitos no Brasil costumavam levar farinha de mandioca, milho ou centeio e tinham aspecto mais rústico. Há versões que ligam o nome aos brasileiros ricos que voltavam de Paris pedindo aos padeiros um “pãozinho francês”, ou à presença de padeiros franceses com a corte. Para o jornalista e escritor J.A. Dias Lopes, a explicação mais provável está na farinha: “Durante o reinado de Luís 14, a França se tornou uma grande produtora de farinha de trigo branca e essa farinha passou a ser chamada de farinha francesa em vários lugares do mundo. É mais provável que o nome de pão francês venha daí, do fato de ser feito com essa farinha de trigo fina e branca”.

O pãozinho só se popularizou no século 20, quando a farinha branca importada ficou mais acessível e São Paulo ganhou os moinhos Matarazzo, em 1900, e Santista, em 1905. Hoje, o produto segue como chamariz das padarias: o Sampapão afirma que cerca de 5.200 padarias paulistanas assam 18 milhões de pães franceses por dia, acima dos 12,33 milhões de habitantes da capital. Um bom pão francês leva farinha de trigo, água, fermento, açúcar e gordura vegetal, deve sair do forno com 50 gramas e, desde 2006, precisa ser vendido por quilo.