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Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido ameaçam fazer greve de fome

Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido da Malaysia Airlines ameaçaram fazer greve de fome se as autoridades malaias não fornecerem informações mais precisas sobre o caso.

Em uma reunião com a companhia área em Pequim, eles acusaram as autoridades de não revelarem tudo que sabem e exigiram mais transparência nas investigações.

O presidente da Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahy, disse em uma entrevista coletiva, na segunda-feira, que a empresa está fazendo tudo que pode pelas famílias dos passageiros.

“Só queremos a verdade”, disse uma mulher. “Não deixem que os passageiros sejam vítimas de uma disputa política.”

O voo MH370 desapareceu em 8 de março após decolar de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo. Entre elas, estavam 153 chineses.

Um dos desdobramentos do caso é que o piloto da aeronave, o capitão Zaharie Shah, seria um simpatizante do líder da oposição malaia, Anwar Ibrahim.

Ibrahim foi condenado a cinco anos de prisão horas antes do voo desaparecer em 8 de março. O político foi acusado em 2008 de sodomia por ter se relacionado com outro homem. Atos homossexuais são ilegais na Malásia, um país de maioria muçulmana.

Quanto a isso, o ministro de Transportes do país, Hishammuddin Hussein, disse: “A busca pelo voo MH370 está acima de questões políticas”.

Hussein ainda reiterou acreditar que o desaparecimento foi fruto de uma “ação deliberada”.

Além da revolta de familiares, críticas à operação também foram feitas pela imprensa chinesa.

A China informou que atualmente usa 21 satélites para ajudar nas buscas e que está procurando pelo avião também em seu território.

Segundo declarou o embaixador chinês na Malásia, Huang Huikang, à agência de notícias Xinhua, o histórico dos passageiros chineses foram checados e nenhum deles parece ter ligações com terrorismo.

Saiba Mais: bbc