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Pastor dá 88 atestados à GM e prega nas licenças; Justiça mantém justa causa

Linha de produção da GM

A 13ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região manteve a demissão por justa causa de um operador de produção da General Motors em São Paulo que atuava como pastor durante afastamentos médicos. O trabalhador apresentou 88 atestados à empresa em 2025 e pediu na Justiça a anulação da demissão, a reintegração ao emprego, verbas rescisórias e indenização por danos morais.

A empresa apresentou ao processo publicações em redes sociais nas quais o então funcionário aparecia palestrando em dias de afastamento. Em um dos casos, ele entregou atestado para repouso por dor no pescoço entre 29 de setembro e 1º de outubro de 2025, mas participou de uma palestra no encerramento de um congresso de homens em 29 de setembro.

A relatora Danielle Santiago Ferreira apontou outros episódios, incluindo uma participação em fórum de ciências bíblicas no primeiro dia de um afastamento de 14 dias por transtorno de ansiedade e uma palestra no mesmo dia de outro atestado por dor no pescoço. Para a magistrada, as atividades eram incompatíveis com as condições médicas alegadas e violaram o dever de lealdade e confiança exigido no contrato de trabalho. A decisão também rejeitou o pedido de indenização do ex-funcionário.