Pastor preso por suspeita de estuprar sogra já havia sido condenado por outro crime

O pastor e funcionário público Dario da Conceição, de 61 anos, preso por suspeita de estuprar a sogra de 91 anos em Registro, no interior de São Paulo, já havia recebido uma condenação criminal antes da investigação atual. Documentos judiciais apontam que a Justiça o condenou, em 2003, a dois anos de reclusão por crime relacionado à posse ou ao porte irregular de arma de fogo.
A condenação teve como base a Lei nº 9.437/97, que regulava o registro e o porte de armas antes do Estatuto do Desarmamento. A Vara Comum de Registro substituiu a pena de prisão por prestação de serviços à comunidade, e a Justiça declarou extinta a punibilidade em maio de 2006, após o cumprimento das medidas. Os registros também citam investigação por lesão corporal em 1988, depois arquivada, condenação por contravenção penal ligada a porte de arma ou objeto cortante sem licença em 1993, com multa, e um processo de 2014 no Juizado Especial Cível e Criminal de Registro, com punibilidade extinta em 2015.
No caso mais recente, Dario foi preso em flagrante em 23 de junho. A investigação afirma que ele aproveitou a saída da esposa e do filho para um culto religioso para cometer o abuso contra a idosa, que é acamada e tinha câmeras instaladas no quarto pela família. Antes do crime, o suspeito teria desligado a internet da casa para impedir o monitoramento remoto, mas o equipamento continuou armazenando as gravações.
O filho do suspeito encontrou as imagens ao verificar o sistema e entregou o material à Polícia Civil. A Justiça converteu a prisão em preventiva, e os investigadores apuram se Dario pode ter cometido outros abusos contra a vítima. Aos familiares, ele negou o crime e disse que “não se recordava” do que havia acontecido; na delegacia, permaneceu em silêncio e informou que só prestaria esclarecimentos à Justiça.
