Apoie o DCM

Influencer ligada à máfia italiana usou dinheiro do tráfico para comprar imóveis em SP

Paula Simões
Paula Simões. Foto: Reprodução

A influenciadora Paula Simões, apontada pela Polícia Federal como ligada à máfia italiana ‘Ndrangheta, foi condenada por lavagem de dinheiro na compra de dois apartamentos em áreas nobres de São Paulo. Segundo a Justiça Federal, os imóveis, adquiridos por cerca de R$ 1,9 milhão em abril de 2015, foram pagos com recursos provenientes do tráfico de drogas atribuído a Patrick Assisi, marido dela e apontado como chefe de uma organização criminosa no Brasil.

Paula afirmou que os imóveis foram registrados em seu nome porque Patrick não possuía CPF e que o dinheiro teria vindo de uma empresa do casal. A Justiça, porém, concluiu que a companhia só foi criada meses depois das compras e que a influenciadora não tinha capacidade financeira compatível com os valores envolvidos. Em julho de 2022, os dois receberam pena superior a três anos de prisão, substituída por prestação pecuniária e serviços à comunidade; posteriormente, o TRF-3 manteve a condenação e alterou o valor da multa.

A Polícia Federal também classifica Paula como “herdeira operacional” das atividades do grupo após as prisões de Patrick e de Nicola Assisi, em 2019. Os investigadores afirmam que ela passou a intermediar fornecedores sul-americanos e investidores europeus para remessas de cocaína e que movimentou, ao lado de um doleiro, mais de US$ 6 milhões entre 2020 e 2021. A defesa nega as acusações e sustenta que nenhuma droga foi apreendida com a influenciadora.