Paulo Malhães: latrocínio é a linha principal de investigação
A principal linha de investigação da Polícia Civil para o assassinato do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, de 77 anos, é a de latrocínio (roubo seguido de morte). O delegado-assistente da Divisão de Homicídios da Baixada Willian Pena Júnior, porém, ressaltou que nenhuma hipótese está descartada. “Outras hipóteses, como homicídio por vingança e queima de arquivo, também são investigadas”, disse.
A casa do militar foi invadida por três homens, na tarde da quinta-feira, no sítio dele no bairro de Marapicu, área rural de Nova Iguaçu. Quando ele e a mulher chegavam em casa por volta das 14 horas, os dois e o caseiro foram rendidos, amarrados e separados nos cômodos da casa. No fim da noite, quando os bandidos abandonaram o local, ele foi encontrado morto de bruços e com o rosto no travesseiro.
Ontem à tarde, o delegado voltou com 20 policiais para o sítio a fim de complementar a perícia realizada na sexta-feira. A mulher do coronel e o caseiro também participaram e revelaram ter condições de fazer o retrato falado de dois dos três bandidos, já que apenas um estava com o rosto encoberto.
O delegado contou ainda que alguns pertences como uma impressora e casacos roubados foram encontrados em uma casa a cem metros da residência do coronel. Durante a semana, os filhos da vítima também devem prestar depoimento.
O corpo de Paulo Malhães foi enterrado na tarde de ontem, no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu. Cerca de 30 pessoas compareceram ao sepultamento. Carla Malhães, de 51 anos, filha do coronel fez o cortejo de mãos dadas com a viúva Cristina Batista Malhães, de 36, e disse que não associa o pai a um ex-torturador. “A gente está se despedindo do nosso pai. Para vocês (em direção aos jornalistas), é o coronel da ditadura; mas, para nós, é nosso pai. É um momento dolorido”, desabafou ela.
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