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Ex-funcionários são investigados por criar deepfakes pornográficos de colegas com IA

Computadores apreendidos em operação contra deepfake no Distrito Federal
Computadores apreendidos pela Polícia Civil do Distrito Federal. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação na manhã desta sexta-feira (10) para investigar dois ex-funcionários de uma empresa privada suspeitos de divulgar conteúdo pornográfico falso de colegas feito com inteligência artificial. As funcionárias denunciaram que suas imagens foram usadas em vídeos e fotografias manipulados.

O material circulou por e-mails corporativos e também chegou a uma plataforma de conteúdo adulto. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Gama e no Paranoá para recolher dispositivos eletrônicos e outros elementos da investigação. Ninguém foi preso, e a polícia não divulgou os nomes dos suspeitos nem da empresa.

A investigação identificou os dois ex-funcionários após análise de dados cadastrais e perícia em discos rígidos fornecidos pela empresa. A Polícia Civil afirma que a criação e a divulgação de conteúdo íntimo falso por deepfake podem levar a pena de reclusão de quatro a dez anos, além da punição por eventual violência praticada. “Tais condutas causam severos danos à honra, à imagem, à privacidade e à dignidade das vítimas”, diz a corporação.