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Grupo que usava deepfakes de famosos em falsas doações é preso

Carro de luxo apreendido durante a Operação Cáritas
Itens apreendidos pela Polícia Civil do Distrito Federal durante a Operação Cáritas. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu cinco pessoas investigadas por criar falsas campanhas de doação na internet com vídeos manipulados por inteligência artificial. A Operação Cáritas cumpriu mandados no Distrito Federal, em Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo; seis investigados eram alvos de prisão preventiva.

O grupo é suspeito de usar deepfakes de personalidades como o cantor Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo para dar credibilidade às campanhas. Os vídeos também usavam imagens de idosos, crianças, pessoas com doenças graves e representações religiosas para induzir transferências a páginas que imitavam arrecadações beneficentes.

Uma empresa ligada ao esquema recebeu 215.575 transações, que somaram R$ 9.839.087,73 em 45 dias, segundo a investigação. Os pagamentos tinham, em sua maioria, valores de R$ 30 e R$ 50. Policiais também apreenderam veículos de luxo e identificaram cerca de US$ 400 mil, equivalentes a R$ 2,14 milhões, em criptomoedas.