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Os pontos levantados pelo pedreiro que fez sua própria defesa e foi elogiado pelo juiz

Edilson Takahara durante sustentação oral no TRT-11
Pedreiro faz sustentação oral durante processo trabalhista em Manaus – Foto: Reprodução/TRT-11

O pedreiro Edilson Takahara apresentou a própria sustentação oral no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), em Manaus, durante um processo em que buscava o reconhecimento de vínculo empregatício com uma empresa para a qual trabalhou. A fala ocorreu em 17 de agosto e recebeu elogios dos magistrados pela preparação e organização dos argumentos apresentados.

Durante a defesa, Edilson contestou a tese de que teria atuado como trabalhador autônomo. Ele afirmou que trabalhava em uma obra de 15 pavimentos, com serviços externos, uso de balancins e técnicas de rapel, e questionou como seria possível realizar aquela atividade sem fazer parte de uma equipe e sem seguir orientações de responsáveis pela obra. “Como um trabalhador autônomo poderia fazer isso se não tivesse inserido numa equipe?”, disse.

O pedreiro também contestou a versão da empresa sobre uma notificação enviada por WhatsApp. Segundo ele, a companhia afirmou desconhecer o número utilizado e a pessoa que recebeu a mensagem, mas Edilson afirmou que o contato estava indicado no processo e era usado pela equipe da obra para comunicação com o setor de recursos humanos. “Então, assim, simplesmente mentiram”, disse aos magistrados.

Após a sustentação, o juiz convocado Sandro Nahmias Melo elogiou a atuação do trabalhador e antecipou voto pela rejeição dos recursos apresentados pelas partes, mantendo a sentença. “Pode mudar de profissão porque a lógica de argumentos acaba sendo melhor do que muitas sustentações que essa turma tem ouvido”, afirmou o magistrado. Outro integrante da sessão, Audari Matos Lopes, também destacou a possibilidade de cidadãos defenderem pessoalmente seus interesses no tribunal.