O segredo dos perfumes árabes que viraram febre no Brasil

Os perfumes árabes ampliaram sua presença nas redes sociais e nas prateleiras brasileiras, impulsionados pela busca por fragrâncias mais intensas e duradouras. Dados do Google Trends indicam que as pesquisas pelo termo cresceram 132% desde o fim de 2024. As buscas por “perfumes árabes femininos” também dobraram nos últimos cinco anos. Com informações da Folha de S. Paulo.
A executiva Ana Carolina Martins, fundadora da Nude Code Beauty, afirma que o interesse acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores. “As redes sociais democratizaram a conversa sobre perfumaria. O consumidor passou a discutir notas olfativas, projeção, duração e assinatura olfativa de uma forma que antes era restrita a especialistas”, diz. Segundo ela, a perfumaria árabe costuma usar oud, âmbar, almíscar, açafrão, rosas e especiarias, além de concentrações maiores de óleos perfumados.
Consumidores e importadores apontam o custo-benefício como um dos principais atrativos dos perfumes árabes. A estudante Paloma Lazzaro, de 24 anos, afirma que fragrâncias inspiradas em perfumes franceses podem custar no máximo R$ 200 em versões árabes, enquanto similares de marcas tradicionais chegam a valores muito maiores. Empresas que importam marcas dos Emirados Árabes Unidos, como Lattafa, French Avenue, Zimaya e Al Wataniah, também relatam alta nas vendas após a divulgação feita por influenciadores nas redes sociais.
