O detalhe no exame que reforça suspeita contra diarista em BH

A Polícia Civil de Belo Horizonte afirmou que a perícia contradiz a versão da diarista Paola Stefany Neto Cirino e reforça a suspeita de que ela foi ao apartamento de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, com a intenção de dopá-los e roubá-los. Os exames encontraram clonazepam no sangue das vítimas, mas não no organismo da suspeita, que havia dito ter tomado o remédio durante um “surto psicótico”. A prisão em flagrante dela foi convertida em preventiva nesta sexta-feira (03).
A principal linha de investigação é latrocínio, roubo seguido de morte. A polícia afirma que Paola sedou o casal, matou as vítimas a facadas e furtou joias, dinheiro e outros objetos do apartamento. Entre os itens levados estavam relógios de luxo avaliados em R$ 108 mil, vendidos depois na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte; o comprador devolveu os objetos à Polícia Civil na quinta-feira (02), e a corporação diz que ainda não há indícios de má-fé. O perito apontou que Cláudio sofreu mais de 40 facadas, enquanto a quantidade de golpes contra Maria Clotilde ainda depende da conclusão dos laudos.
Paola foi presa na madrugada de quinta-feira (02), em Itabira, na região central de Minas Gerais, e confessou o crime em depoimento, segundo o delegado Gustavo Barletta. A polícia também ouviu o motorista de aplicativo usado por ela para deixar o prédio e descartou participação dele. O primo de Maria Clotilde, que indicou a diarista para o trabalho, relatou que suspeita ter sido dopado por ela em outra ocasião. A defesa, feita pelo advogado Bruno Correa Lemos, afirma que a suspeita tem “diagnóstico sensível relacionado à sua saúde mental” e que apresentará os argumentos no momento processual adequado.
