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Exame confirma clonazepam em casal morto a facadas em apartamento de luxo

Advogado Claudio Atala Inacio e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inacio. Foto: Reprodução

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a presença de clonazepam no sangue do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, mortos a facadas em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O exame reforça a versão apresentada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que afirmou ter colocado comprimidos do calmante na bebida servida ao casal antes dos assassinatos.

Paola foi presa na quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, e confessou o duplo homicídio, segundo a Polícia Civil. Ela também admitiu ter furtado joias, dinheiro e outros bens do apartamento após matar as vítimas. A suspeita disse informalmente aos investigadores que colocou quatro comprimidos de clonazepam no suco do casal, mas a polícia trabalha com a hipótese de uma quantidade maior para reduzir a capacidade de reação das vítimas.

A investigação identificou a placa e o proprietário do carro que levou Paola ao centro de Belo Horizonte depois do crime. A suspeita relatou que abordou um motorista de aplicativo que descansava perto do prédio e ofereceu R$ 40 pelo transporte. A Polícia Civil pediu informações às plataformas para confirmar a versão e apura se outras pessoas participaram da fuga e da venda dos objetos roubados, parte deles negociada por cerca de R$ 59 mil.