Perito nega sinais de acidente doméstico na morte do menino Henry Borel

O perito legista Leonardo Huber Tauil afirmou nesta segunda (1º), durante o julgamento do caso Henry Borel, que não encontrou elementos que sustentem a hipótese de acidente doméstico como causa da morte do menino de 4 anos. O especialista foi responsável pela necrópsia e assinou o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML).
Ao comentar a reprodução simulada realizada no processo, Tauil declarou que não identificou no apartamento móveis ou objetos capazes de provocar, por uma queda espontânea, a laceração hepática apontada como causa da morte. “A gente não encontrou algum móvel ou objeto na casa que ele pudesse cair de maneira espontânea e causasse essa laceração hepática”, afirmou.
O perito já havia sustentado em 2022 que a principal hipótese para a morte de Henry era a ocorrência de agressões físicas. Na ocasião, também descartou que as lesões tivessem sido provocadas por manobras de ressuscitação. O depoimento integra o oitavo dia do julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, após ser levado a um hospital da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, Jairinho causou as lesões que levaram à morte da criança e Monique foi omissa diante das agressões. O ex-vereador responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo, enquanto a mãe é ré por homicídio por omissão qualificado.
