Perito que atua no caso de tenente-coronel ajudou defesa de bolsonarista

Fabiano Abucarub, perito particular contratado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto já atuou anteriormente na defesa de Jorge Guaranho, condenado pela morte do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda. Ele foi chamado para contestar algumas informações e ajudar na defesa do bolsonarista na ocasião.
Abucarub, enfermeiro forense com especialização em diversos tipos de crimes, começou a atuar como perito particular em 2009. Ele já participou de mais de 500 ações judiciais como perito assistente e esteve em mais de 3.300 processos como perito judicial no Paraná. Seu papel é auxiliar na interpretação de provas e laudos, sem substituir os profissionais oficiais, mas servindo como complemento à defesa do acusado.
O perito foi autorizado a atuar no caso da soldado Gisele Alves Santana, morta com tiro na cabeça. A Justiça permitiu que Abucarub fizesse uma análise dos laudos policiais, com o objetivo de “buscar a verdade real dos fatos”. Sua função é contestar ou reforçar as evidências apresentadas pela acusação, direito previsto no Código de Processo Penal.
No caso de Guaranho, Abucarub contestou a versão inicial de que o réu teria chegado à festa já atirando. O perito alegou que o bolsonarista desceu do carro desarmado e se deparou com Arruda, que estava armado. O parecer técnico do perito ajudou a sustentar a tese de que ele agiu seguindo protocolos de seu treinamento policial, argumentando que ele sacou a arma para proteger sua vida.
