Perto de completar um ano de impeachment, Dilma integra a caravana de Lula em PE
A ex-presidenta Dilma Rousseff se juntará nesta quinta-feira (24) à caravana Lula pelo Brasil. O ônibus da comitiva seguiu de Maceió para Recife, onde o ex-presidente se encontrará com Dilma e cumprirá agenda até o próximo sábado. A caravana já passou por Bahia, Sergipe e Alagoas e o nome da ex-presidenta esteve presente nos discursos de Lula nas 13 cidades já percorridas. Frequentemente é mencionada como parceira na construção, manutenção e ampliação de políticas públicas, programas sociais e investimentos em infraestrutura que alteraram o PIB nordestino e a realidade da população nos últimos anos. Pela mesma razão, a petista é frequentemente tema de cartazes e manifestações de apoio popular durante as manifestações.
Lula costuma citar também o golpe que derrubou o governo Dilma com objetivo de promover mudanças estruturais no Estado brasileiro. O impeachment da ex-presidenta – sem comprovação de crime de responsabilidade e sem nenhuma acusação que se compare às que são dirigidas a Temer e integrantes de sua equipe de governo – está próximo de completar um ano, em 31 de agosto, quando o Senado votou pelo seu afastamento definitivo. As mudanças de rota em relação ao projeto vencedor das eleições de 2014 começaram desde o primeiro dia de “interinidade” de Temer, em 12 de maio do ano passado. São portanto 15 meses do que Lula tem chamado de “desgoverno”. Ao definir a política de desmonte das empresas públicas e oferta de áreas estratégicas – energia, petróleo, crédito, previdência, infraestrutura – a empresas privadas, o ex-presidente comparou Temer a “marido que não trabalha e vende as coisas da casa”.
Mais cedo, antes de deixar Maceió, ele disse em entrevista a uma rádio local que as instituições perderam a credibilidade e que é necessário reconstruir um clima de paz para que o país volte a crescer. “Eu acredito que a decisão do povo sempre vai prevalecer. Hoje, estamos sem nenhuma instituição com credibilidade. O presidente não tem credibilidade, os partidos e o Congresso estão muito mal na imagem do povo. Então é preciso reconstruir o clima de paz na sociedade para o país voltar a crescer”, afirmou.
