Pesquisa revela impacto do uso de IA como parceiro romântico entre jovens

Nos Estados Unidos, um estudo realizado pelo Instituto Wheatley, da Universidade Brigham Young, revelou que quase um quinto da população adulta já conversou com chats de inteligência artificial projetados para simular parceiros românticos. A pesquisa ouviu três mil participantes em todo o país.
O levantamento destacou maior presença entre jovens de 18 a 30 anos. Entre os homens dessa faixa etária, cerca de um em cada três admitiu o uso, enquanto entre as mulheres quase uma em cada quatro relatou a experiência. Nesse grupo, 21% disseram preferir a interação digital à humana.
Os dados mostram que 10% dos entrevistados utilizam a tecnologia em situações sexuais, como conversas eróticas ou visualização de imagens criadas por IA. O consumo de pornografia nesse formato é mais comum entre homens jovens, e a diferença entre os sexos cresce conforme a idade avança.
Além da frequência, os pesquisadores apontam riscos ligados ao comportamento. O estudo identificou associação entre o uso para fins íntimos e maior relato de sintomas depressivos. Outro levantamento, do Instituto para Estudos de Família em parceria com o YouGov, revelou que 25% dos americanos de 18 a 40 anos acreditam que a IA pode substituir relacionamentos, embora a maioria rejeite a possibilidade.
