Pesquisador da USP é condenado por estupro de vulnerável que terminou em morte

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou um pesquisador da Universidade de São Paulo a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável com resultado morte contra uma estudante de Biologia. A 14ª Câmara de Direito Criminal reverteu por unanimidade a sentença que havia absolvido o réu por falta de provas. O crime ocorreu em fevereiro de 2020.
Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, o pesquisador conheceu a estudante no restaurante universitário e a convidou para sua casa, no Conjunto Residencial da Cidade Universitária da USP, o Crusp. A jovem contou à irmã e a um amigo que sentiu um gosto estranho na cerveja, perdeu a consciência e acordou no dia seguinte sem as roupas íntimas. Uma semana depois, relatou dores vaginais e apresentou lesões e febre de 39 graus. O quadro evoluiu para uma infecção generalizada que provocou sua morte.
A relatora, desembargadora Fátima Gomes, afirmou que os relatos feitos pela vítima em vida, os documentos médicos, os laudos periciais e os depoimentos das testemunhas contrariaram a versão da defesa de que a relação havia sido consensual. A magistrada ressaltou que aceitar ir ao Crusp ou demonstrar interesse inicial pelo acusado não significa consentir com um ato sexual praticado quando a vítima não podia oferecer resistência. Também participaram do julgamento os desembargadores J. E. S. Bittencourt Rodrigues e Heitor Donizete de Oliveira.
