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Pesquisadores da UFRJ descobrem novo risco tóxicos a bebês ainda em gestação; saiba qual é

Ilustração de bebê em feto. Foto: reprodução

Pesquisadores da UFRJ alertam para os riscos da exposição “silenciosa” a metais tóxicos no ambiente urbano. O estudo Projeto PIPA, que analisou o sangue do cordão umbilical de 393 bebês no Rio, encontrou uma relação entre arsênio e atrasos no desenvolvimento motor. Crianças com concentrações mais altas de arsênio tiveram oito vezes mais chance de falhar em testes motores aos 12-18 meses.

“A exposição precoce a esses metais pode resultar em déficits cognitivos, motores, comportamentais e sensoriais”, apontam os pesquisadores. O arsênio, assim como chumbo e mercúrio, é classificado como altamente tóxico pela Organização Mundial da Saúde. A placenta não é uma barreira totalmente eficaz contra essas substâncias.

Os resultados sugerem que atrasos motores, como dificuldade para começar a andar, podem ser um sinal precoce de exposição neurotóxica durante a gestação. O estudo não encontrou associações consistentes com chumbo ou mercúrio. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas para reduzir a poluição ambiental.