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PF indicia primeira-dama de MG e ex-presidente do BNDES em investigação

 

Do Valor:

A Polícia Federal indiciou oito pessoas, entre elas o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, e aguarda autorização do ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para indiciar o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) em uma das frentes da Operação Acrônimo.

O relatório final da PF sobre a investigação foi encaminhado ao STJ e aponta que Pimentel atuou, junto com o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, para inviabilizar financiamento do banco que possibilitaria a fusão entre Grupo Pão de Açúcar e Carrefour.

Segundo a PF, o Grupo Casino, interessado em barrar a fusão, pagou R$ 2,8 milhões a Carolina de Oliveira, mulher de Pimentel, também indiciada neste inquérito.

O indiciamento dos oito investigados foi antecipado pelo colunista Lauro Jardim na edição de O Globo deste domingo.

O inquérito informa que Pimentel atuou em 2011, quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) na gestão de Dilma Rousseff, para impedir que o BNDES financiasse a fusão das redes de varejo. O então ministro teria orientado o presidente do BNDES na ocasião, Luciano Coutinho, a incluir uma cláusula que impedisse a ajuda financeira.

Segundo os investigadores, Pimentel influenciou no financiamento para atender interesses do Grupo Casino, que travava disputa comercial com o Grupo Pão de Açúcar, do empresário Abílio Diniz.

O relatório da PF diz que o Grupo Casino contratou o consultor Mário Rosa — também indiciado na conclusão deste inquérito — por cerca de R$ 8 milhões. Desse montante, cerca de R$ 2,8 milhões foram repassados à primeira-dama de Minas Gerais, Caroline de Oliveira.

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