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Pichação tenta associar dançarino morto ao tráfico de drogas

 

No dia seguinte à morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, pichações com as iniciais DG surgiram em muros do Pavão-Pavãozinho associando a vítima à quadrilha do morro. Segundo a polícia, o dançarino nunca esteve relacionado com o crime. Nesta sexta-feira mesmo, o nome da facção criminosa foi coberto por moradores.

DG era querido no morro, onde cresceu e teve uma filha, e conhecido de todos, inclusive por integrantes do tráfico. Ele postou uma homenagem a um bandido morto pela polícia em sua página do Facebook, em 18 de janeiro: “PPG ta de luto e os amigos cheio de ódio na veia, mas tarde o bico (fuzil no jargão da criminalidade) vai fazer barulho… Saudades eternas Cachorrão (sic)”. É preciso ressaltar que não há como assegurar que o post foi feito por Douglas.

Cachorrão era o apelido de Petrick dos Santos, que morreu num tiroteio com PMs. O bandido tinha longa ficha criminal. Acredita-se que a mensagem “DG saudades” pode ser uma tentativa do tráfico de angariar a simpatia dos moradores.

 

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O GLOBO