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O esporte que conquistou 160 mil brasileiros e quer chegar às Olimpíadas

Príncipe Harry joga pickleball em partida de exibição em Birmingham, na Inglaterra
Príncipe Harry durante partida de exibição de pickleball em Birmingham, na Inglaterra. Foto: Reprodução

O pickleball, modalidade que reúne elementos do tênis, badminton e tênis de mesa, ganhou espaço no Brasil e já soma mais de 160 mil praticantes, segundo estimativa de Paulo André de Moraes, presidente da Confederação Brasileira de Pickleball. Há dois anos e meio, o número era de cerca de 4 mil. Nos Estados Unidos, a quantidade de adeptos cresceu 51% entre 2022 e 2023, de acordo com a Sports & Fitness Industry Association.

O esporte usa raquetes retangulares e uma bola perfurada, em uma quadra de 13 por 6 metros, menor que a do tênis. As partidas podem ser individuais ou em duplas e são decididas em sets de 11 pontos, com vantagem mínima de dois. A Confederação Brasileira de Pickleball calcula que o país tenha aproximadamente 580 quadras públicas e privadas, enquanto o último Campeonato Brasileiro reuniu 17 duplas na categoria para atletas com mais de 80 anos.

A expansão também alcança academias, empreendimentos imobiliários e projetos gratuitos. A Federação Paulista de Pickleball oferece aulas para 800 pessoas nos clubes Ceret, no Tatuapé, e Pelezão, na Lapa, ambos em São Paulo, e afirma que mais de mil interessados aguardam vaga. A meta da entidade nacional é incluir a modalidade inicialmente nos Jogos Pan-Americanos de 2027, no Peru, como passo para a ambição olímpica.