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Pilotos e comissários têm maior risco de morrer de câncer ligado à radiação; entenda

Avião de passageiros em aproximação para pouso ao entardecer
Avião se aproxima do Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey, ao entardecer. Foto: Reprodução

Comissários de bordo e pilotos têm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação entre mais de 500 profissões analisadas nos Estados Unidos, aponta estudo publicado na segunda-feira na revista científica JAMA Internal Medicine. A pesquisa usou dados de mais de 12 milhões de atestados de óbito que registravam a ocupação das pessoas.

Os comissários apresentaram cerca de 50% mais chance de morrer por cânceres associados à radiação do que a população ocupada em geral. Entre os pilotos, a alta foi de aproximadamente 36%. Esses cânceres responderam por 6,9% das mortes entre comissários e 6,7% entre pilotos, contra 5% na população trabalhadora em geral.

A exposição à radiação cósmica aumenta em grandes altitudes, onde trabalham as tripulações aéreas. Os pesquisadores analisaram leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e do sistema nervoso central. O estudo não mediu a dose de radiação recebida por cada profissional e também apontou que jet lag, mudanças de fuso e jornadas irregulares podem influenciar o risco.