Apoie o DCM

Pistas do túmulo de Cleópatra perdido há 2 mil anos são encontradas

Escultura de Cleópatra feita entre os séculos 3 a.C. e 1 a.C. Foto: Getty Images

A arqueóloga Kathleen Martínez, exploradora da National Geographic, encontrou novas pistas sobre o paradeiro do túmulo perdido de Cleópatra, desaparecido há mais de 2 mil anos. O achado ocorreu em Borg El Arab, cidade costeira a 50 km de Alexandria, no Egito.

Segundo Martínez, a resposta pode estar submersa no Mediterrâneo, em um porto antigo que teria sido utilizado durante o reinado da última faraó do Egito. O Ministério do Turismo e Arqueologia do Egito informou em setembro que o sítio pode ser Taposiris Magna, não apenas um porto, mas também um centro religioso e estratégico para o comércio.

O templo reúne todos os indícios de que foi escolhido para o sepultamento de Cleópatra, segundo a arqueóloga. Em 2022, já havia sido descoberto um túnel de 1.300 metros, parte ainda em terra e o restante submerso, onde foram achados vasos e cerâmica ptolomaicos.

Martínez pretende utilizar um pequeno submarino para explorar a área nos próximos dias. Será a primeira vez, em dois milênios, que o porto de Taposiris Magna será investigado dessa forma. Para a pesquisadora, o local pode guardar o segredo mais procurado da arqueologia egípcia moderna: o túmulo de Cleópatra, que desapareceu da história junto ao corpo de Marco Antônio.