Como plantas “torturadas” ajudam a criar produtos contra caspa

Pesquisadores da Pierre Fabre, na França, estudam reações químicas de plantas submetidas a situações controladas de estresse para desenvolver cosméticos e produtos dermatológicos. Em laboratório, eles reproduzem cortes e pequenas agressões para observar quais substâncias os vegetais liberam ao tentar se proteger e se regenerar.
O processo parte de reações comuns, como o cheiro da grama recém-cortada ou da cebola picada. Os cientistas tratam essas respostas como um “grito de socorro” da planta, ligado à produção de compostos usados na cicatrização do tecido vegetal e na defesa contra ataques.
Entre os ativos estudados está o celastrol, extraído da raiz da chamada “Videira trovão de Deus”, planta conhecida na medicina chinesa. A substância interessa à indústria por sua associação com inflamações e descamações, como caspa e psoríase. Para ampliar esse tipo de pesquisa sem pressionar a natureza, a empresa mantém um Conservatório Botânico com 18 mil amostras de plantas de diferentes partes do mundo, incluindo cactos e espécies tropicais.
