“Parece lixo”: por que plataformas estão limitando conteúdos de IA

Empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial passaram a criar mecanismos para identificar, limitar ou permitir denúncias contra publicações produzidas pela tecnologia. O movimento mira o chamado AI slop, expressão usada para descrever a produção em massa de textos, imagens, vídeos e músicas de baixa qualidade, geralmente voltada a atrair visualizações e receita. Com informações do g1.
O LinkedIn incluiu um botão de denúncia chamado “Parece lixo de IA” e afirmou que desenvolve classificadores para reduzir esse tipo de publicação nas recomendações. O Substack passou a estimar quanto de uma newsletter foi escrito por IA, enquanto o Snapchat decidiu não recomendar no Spotlight conteúdos inteiramente gerados pela tecnologia. TikTok e Instagram também já permitem que usuários sinalizem o uso de IA em suas postagens.
O YouTube retirou a monetização de vídeos genéricos e repetitivos feitos com IA, e o Google anunciou a ampliação do SynthID, sistema de identificação de imagens e vídeos artificiais. A pressão regulatória também pesa: o artigo 50 do AI Act da União Europeia exige identificação clara para conteúdos gerados ou manipulados por inteligência artificial. Para especialistas, as plataformas tentam reduzir riscos jurídicos e preservar a confiança dos usuários diante da expansão de material artificial nos feeds.
