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PM de São Paulo volta a ter autorização para usar balas de borracha

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, e o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, anunciaram a criação de um grupo de trabalho em regime de força-tarefa para identificar e punir pessoas que se envolvam em atos de depredação durante manifestações.

Para Grella, a atuação de “grupos minoritários” prejudica o direito à livre manifestação. Ele disse que a Polícia Militar pode voltar a usar balas de borracha. O uso do armamento foi proibido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em junho, depois que pessoas foram gravemente feridas durante manifestações, entre elas o jornalista Sérgio Silva, que perdeu a visão do olho esquerdo. Menos de quatro meses depois, a gestão volta atrás. “Se nós tivermos cenas como a que vimos ontem, não em relação aos manifestantes, mas a grupos de vândalos ela (a PM) poderá empregar a força progressiva, sim, inclusive a bala de borracha”, disse, durante entrevista coletiva nesta tarde na sede da secretaria, no centro da capital paulista.

Na noite de ontem, pessoas que participavam de uma manifestação de apoio aos professores da rede público de ensino do Rio de Janeiro, em greve há dois meses, quebraram vidraças de bancos e viraram uma viatura da Polícia Civil. Sete pessoas ficaram feridas e cinco foram presas, três delas por terem se aproveitado da situação para roubar, segundo Grella. Segundo o governo estadual, um casal de jovens será enquadrado na Lei de Segurança Nacional, que pode lhes render pena de três a dez anos de prisão. A PM diz que os dois foram presos com explosivos em uma mochila e que há algum tempo vêm sendo monitorados por serem vistos como “líderes” de manifestações. Eles vão responder também por dano qualificado, incitação ao crime, formação de quadrilha e porte ilegal de explosivos.

Desde junho, grupos que se apropriam de táticas que envolvem a depredação de patrimônio privado e público têm participado ativamente de manifestações nas duas maiores cidades do país. Segundo o secretário, as polícias Civil e Militar e o MP têm carta branca para definir a melhor estratégia de atuação do grupo, que teve sua primeira reunião hoje, no Fórum da Barra Funda. Entre as ações está a intensificação do trabalho de investigação em redes sociais, principal campo de articulação dos manifestantes.

 

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