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PM presa aparece em oficina do marido no horário em que alegava estar amarrada

Imagem mostra policial militar em oficina no horário próximo ao que o corpo do PM foi encontrado carbonizado. Foto: Reprodução

A policial militar Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, foi presa na terça-feira (11) sob suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, também de 27 anos, no Ceará. O corpo do policial foi encontrado carbonizado dentro de um carro após bombeiros atenderem a um alerta de incêndio perto do bairro Ancuri, em Fortaleza.

Horas depois, Júlia foi localizada com as mãos amarradas em uma área de matagal em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ela disse à polícia que estava no carro com Raphael quando um criminoso o abordou e atirou nele. A Polícia Civil apura se a policial simulou ser vítima para despistar os investigadores, após câmeras registrarem uma mulher que seria Júlia em uma oficina mecânica no período em que ela afirmou estar amarrada.

A perícia identificou que Raphael levou um tiro ainda vivo, antes de o fogo atingir o veículo. A defesa de Júlia nega provas contra ela e classifica a investigação como apressada. O marido da policial também prestou depoimento e acabou preso depois que a polícia encontrou, segundo a defesa, documentos de identidade falsos e munições na casa da mãe dele. Júlia e Raphael atuavam na mesma companhia da Polícia Militar do Ceará.