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PM encontrado carbonizado no Ceará: o que se sabe sobre o caso

Raphael Sampaio da Silva e Júlia Natália Girão Gomes
Raphael Sampaio da Silva e Júlia Natália Girão Gomes. Foto: Reprodução

A policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, estão presos sob suspeita de participação na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O corpo dele foi encontrado carbonizado dentro de um carro na terça-feira, no bairro Ancuri, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Polícia Civil investiga a hipótese de que Raphael e Júlia mantinham um relacionamento extraconjugal.

Júlia afirmou em depoimento que pegou carona com Raphael após o expediente e que criminosos os abordaram, a amarraram e a colocaram em um porta-malas. Contudo, imagens de uma câmera de segurança mostram a policial na oficina do marido às 8h52, sem amarras nas mãos. A polícia suspeita que ela tenha forjado a condição de vítima. Júlia teve a prisão preventiva decretada, enquanto Antoneudo cumpre prisão temporária.

Nesta sexta-feira (15), o advogado Walmir Medeiros foi preso após tentar entregar um celular a Júlia na unidade prisional, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. Ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência por facilitar a entrada de aparelho de comunicação sem autorização e foi liberado; o telefone acabou apreendido. Antoneudo também foi autuado em flagrante por falsificação de documento público e posse irregular de munição encontrada em sua residência.